22 fevereiro 2010

Não sou metade, sou inteira!


Não sei existir pela metade
Não sei amar pela metade
Não sei ser mãe pela metade
Não sei ser esposa pela metade
Não sei ser amiga pela metade
Não sei ser boa pela metade
Não sei ser má pela metade
Não sei fazer nada pela metade
Não sei estar pela metade
Não sei largar nada pela metade
Não sei me dedicar pela metade


Tudo que me proponho a fazer, procuro fazer bem feito, sem deixar nada pela metade, sem me dedicar a nada nem ninguém pela metade. Ou eu estou ou não, ou eu amo ou não, ou eu sou ou não, ou eu quero ou não, e sempre fui assim, desde criança, e claro que com o passar dos anos, com a maturidade, fui ficando cada vez mais inteira. Talvez por exigir demais de mim mesma, acabo exigindo demais dos outros, dos estranhos, dos amigos, familiares, marido, filhos... se me entrego por inteira, não quero receber metade em troca. Não quero ser opção, para aqueles que trato como prioridade. Esse negócio de meio termo são para os fracos, para quem não consegue levar nada adiante ou se dedicar a alguma coisa ou alguém por inteiro, e se torna uma pessoa mediana. Por isso acabo sendo intolerante, porque não sei conviver com quem é pela metade.

"Gosto de pessoas doces, gosto de situações claras... e por tudo isso, ando cada vez mais só."
Caio Fernando Abreu

2 comentários :

  1. Simplesmente verdadeiro e maravilhoso!!!

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  2. Obrigada! Com exceção da citação do Caio F Abreu no fim, o texto é todinho meu! :))

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