26 maio 2010

O que as princesas da Disney nos ensinam


Escrito por Maíra Kubík Mano - Blog Viva Mulher

“E foram felizes para sempre” talvez seja a frase mais mentirosa da história da humanidade. E o pior: todo mundo acredita nela. Não é como dizer “Papai Noel existe” ou “foi o coelhinho da Páscoa que deixou o ovo aqui”. Essas lendas simplesmente se esvaem com o tempo e com o amadurecimento. Já os contos de fadas não: ao longo da vida qualquer pessoa, por mais deprimida ou descrente que esteja, carrega uma pontinha de esperança de que num passe de mágica tudo vai dar certo.


Mas a não ser que você seja o Harry Potter, não é tão fácil resolver situações cotidianas com feitiçaria. Otimismo é bom, claro, mas dentro da realidade. O que a Disney e suas princesas ensinam, em especial para as meninas, não são histórias de superação e força interior, tão fundamentais para inspirar a vida adulta. Resumem-se, pelo contrário, a um príncipe encantado que salva a mocinha de situações de fragilidade absoluta. Mais do que uma ajuda externa, ele aparece como a salvação da lavoura.

Recebi de uma leitora a ilustração abaixo, que reúne boa parte dessas expoentes reais de Orlando e demonstra a lição que cada uma nos deixa. Não poderia ser mais perspicaz:





A tradução, da esquerda para a direita, em cima:

- Aurora (vulgo “Bela Adormecida”): garotas bonitas nem precisam estar vivas para ter alguma ação real
- Jasmin: Sendo uma mulher, seu valor político está reduzido a sua capacidade matrimonial
- Bela (e a Fera): Aparência não importa, o que importa é o que está no seu coração. A não ser que você seja a garota.
- Cinderela: Se você é bonita o suficiente, pode escapar de condições de vida terríveis encontrando um homem rico que se apaixone por você
Embaixo:
- Branca de Neve: A princípio pode parecer terrível ser tão bonita que outras mulheres ficam com ciúme a ponto de querer lhe matar. Mas não se preocupe, uma vez que sua beleza atraia um homem, ele a protegerá.
- Ariel (vulgo “Pequena Sereia”): Tudo bem abandonar a sua família, mudar drasticamente a sua aparência, e desistir de seu grande talento para conseguir seu homem. Uma vez que ele ver seu rostinho lindo, apenas um feitiço vai tirar os olhos dele de você.


Imaginem o dano psicológico que isso causa nas mulheres, principalmente naquelas que se espelham por anos a fio nessas garotas?

E não somos apenas nós que sofremos com isso: os homens, depositários de todas essas expectativas não cumpridas, certamente também sentem o peso de tanta responsabilidade. Tenho um amigo, o artista plástico Pedro Leão, que trabalha a questão do “mascunilismo”. Em sua obra, ele discute a necessidade de o homem não ser obrigatoriamente o provedor da casa e o “macho” da família, que dá conta de tudo e de todos. 

De fato, a ilusão é tão grande que, muitas vezes, nem nos damos conta da riqueza do dia a dia e das relações humanas, esperando por um futuro onde tudo seja perfeito e os conflitos solúveis como café em pó. O problema é que boa parte das coisas são como azeite na água.

É por isso que eu mal espero para ver Shrek 4 no cinema.


24 maio 2010

Danette Vegano

500 gramas de tofu
1/4 de xícara de óleo ou leite de soja
1 xícara de açúcar
3 colheres cacau em pó
1 colher de sobremesa de shoyo
1 colher de sopa de essência de baunilha
  • Bate tudo no liquidificador, coloque em potinhos e leve a geladeira até gelar.
  • Eu particularmente prefiro fazer com o leite de soja, mas independente da escolha, o resultado fica delicioso.
  • Se achar que fica difícil bater só com 1/4, aumente para 1/2 xícara, o gosto não altera, só a textura.
  • A quantidade de chocolate pode variar de 2 a 4 colheres, dependendo do gosto de cada um, eu prefiro que fique mais escuro, por isso coloco mais cacau.


Faço sempre aqui em casa, todos adoram, uma sobremesa deliciosa e saudável.

com meu toque pessoal 






23 maio 2010

O poder de uma franja

Desde o ano passado andava com vontade de usar franja, do tipo franjão mesmo, nada de falsa franja, ou desfiada, repicada, de lado... queria a franja verdadeira. Mas cresci com aquela regrinha boba que existe a fraja certa para cada tipo de rosto, e eu com testa pequena e rosto redondo, não poderia usar, por isso a última vez que tive franja, foi ainda na infância.
Cansada do mesmo visual todos os dias, e sem querer mudanças no comprimento e cor dos meus cabelos(abaixo da cintura e castanho natural), no dia 30 de março cheguei no meu cabeleireiro e pedi para ele fazer a tal franja, para minha decepção, ele não fez o que eu pedi, e sim a tal falsa franja, na altura da orelha, para usar de lado. Sai do salão triste, revoltada, sem ter meu desejo realizado. Cheguei em casa,  e não satisfeita, fui a frente do espelho com pente e tesoura e cortei, cortei com gosto e transformei o falso em verdadeiro, puxei mais cabelo, para ficar mais grossa e adorei o resultado.
Desde então os elogios não param, "como você ficou mais fashion/elegante", "está parecendo mais magra", "está parecendo uma menina", "se antes tinha cara de 25, agora tem cara de adolescente", e por aí vai, percebo olhares na rua, de mulheres que morrem de vontade de mudar e fazer um franjão também.
Já cortei ela uma segunda vez, porque cresce muito rápido, estou ficando craque na tesoura, claro que demoro e faço cuidadosamente, com medo de fazer besteria, mas já vi que no salão não vou sair satisfeita.
Engraçado que o resultado foi melhor que eu esperava, nunca imaginei que ficaria bem de franja, não fiz por modismo e sim para mudar o visual mesmo, e agora não sei mais viver sem a tal franja.
O poder de uma franja é incrível e esse papo que existe a franja certa para cada tipo de rosto é papo furado, o que importa é usar o que gosta, e sentir-se bem com o resultado final!

Corte sua franja em casa
                 


20 maio 2010

Deísmo

O deísmo é uma postura filosófico-religiosa que admite a existência de um Deus criador, mas questiona a ideia de revelação divina. É uma doutrina que considera a razão como uma via capaz de nos assegurar da existência de Deus, desconsiderando, para tal fim, a prática de alguma religião denominacional.





Introdução


O deísmo pretende enfrentar a questão da existência de Deus, através da razão, em lugar dos elementos comuns das religiões teístas tais como a "revelação divina", os dogmas e a tradição. Os deístas, geralmente, questionam as religiões denominacionais e seu(s) deus(es) dito(s) "revelado(s)", argumentando que Deus é o criador do mundo, mas que não intervém, diretamente, nos afazeres do mesmo, embora esta posição não seja estritamente parte da filosofia deísta. Para os deístas, Deus se revela através da ciência e as leis da natureza.

É interessante dizer, que o conceito deísta de divindade não corresponde, necessariamente, ao que comumente a sociedade entende ser "deus". Ou seja, existem várias formas de se compreender aquilo que é, supostamente, transcendente ou sobrenatural. Então, Deus pode ser compreendido como o princípio vital, a energia criadora ou a força motriz do Universo. Todavia, não propriamente como um ser antropomórfico. Tal representação é específica das religiões fundamentalistas, os quais o deísta não considera como sendo a verdade.

O deísta não necessariamente nega que alguém possa receber uma revelação divina, mas essa revelação será válida apenas para a pessoa que a recebeu (se realmente a recebeu). Isto implica a possibilidade de estar aberto às diferentes religiões como manifestações diversas de uma mesma realidade divina, embora não crendo que nenhuma delas seja a "verdade" absoluta.

Muitos deístas podem ser definidos como agnósticos teístas, pois consideram que no dia-a-dia as ações humanas devem ser orientadas pelo pensamento racional.




Características


Os deistas acreditam na possibilidade da existência de dimensões transcendentais. Contudo, não estão presos a nenhum tipo de mitologia ou dogma. Frequentemente, os deístas se encontram insatisfeitos com as religiões denominacionais, e apresentam, geralmente, algumas afirmações que os diferenciam dos religiosos convencionais ou teístas.

Afirmações deístas




  • 1- Acredito em um Deus, mas não pratico nenhuma religião em particular;
  • 2- Acredito que a palavra de Deus são as leis da natureza e do Universo, não os livros ditos "sagrados" escritos por homens em condições duvidosas;
  • 3- Gosto de usar a razão para pensar na possibilidade de existência de outras dimensões, não aceitando doutrinas elaboradas por homens;
  • 4- Acredito que os ideais religiosos devem tentar reconciliar e não contradizer a ciência.
  • 5- Creio que se pode encontrar Deus mais facilmente fora do que dentro de alguma religião;
  • 6- Desfruto da liberdade de procurar uma espiritualidade que me satisfaça;
  • 7- Prefiro elaborar meus princípios e meus valores pessoais pelo raciocínio lógico, do que aceitar as imposições escritas em livros ditos "sagrados" ou autoridades religiosas;
  • 8- Sou um livre pensador individual, cujas convicções não se formaram por força de uma tradição ou a "autoridade" de outros;
  • 9- Acredito que religião e Estado devem ser separados;
  • 10- Prefiro me considerar como um ser racional, ao invés de religioso;

"Questiona com coragem até a existência de Deus; pq, se houver um, ele deve aprovar mais o respeito à razão que o medo cego." (Thomas Jefferson)

19 maio 2010

Viva a plenitude do seu potencial

"O que você tem feito é apenas uma mera fração do que você é." (D.C.Luz)

"Muitos se perguntam hoje em dia o que é a vida. La Bruyére afirma: “Existem apenas três eventos na vida do ser humano: nascimento, vida e morte; e ele não tem consciência de ter nascido, morre em aflição e se esquece de viver."
“Uma das maiores tragédias na vida é ver o potencial morrer represado.”
Alguns vêem a vida num misto de realismo e pessimismo, como Nietzsche: “Ama a vida, enfrenta-a, porque, boa ou má, não temos outra”. Outros são práticos em relação à vida, como Sêneca: “Considerada em si mesma, a vida não é boa, nem má; ela é tão somente um lugar para o bem ou para o mal”; e outros são espirituais como Goethe: “O dom mais excelente que recebemos de Deus e da natureza é a vida.”

Tenho a impressão que a maioria das pessoas simplesmente deixa que a vida passe por elas. Mas também sei que existem algumas pessoas - muito poucas - que decidem o que vai acontecer em suas vidas. Sabem que apenas viver não é suficiente! E vivem o máximo.

Cada um de nós tem a oportunidade de procurar viver em toda plenitude. A questão é: será que vamos optar por este caminho?

Uma das maiores tragédias na vida é ver o potencial morrer represado. Uma tragédia maior é ver o potencial viver sem ser liberado. Como é triste saber que a maioria das pessoas nunca descobrirá quem elas são realmente, enquanto que outras se acomodarão com apenas uma porção de si mesmas.
Viver em plenitude é um desafio para nós porque muito do nosso ambiente não conduz a este propósito. Em todas as sociedades há tradições, normas, expectativas sociais, costumes e sistemas de valores que impactam, moldam suprimem, controlam e, em alguns casos, oprimem os dons, talentos e capacidades naturais, bem como o potencial de seus membros. Este processo começa já no início da vida. Mesmo uma criança recém-nascida recebe mensagens sutis de expectativas comunitárias, dos pais, irmãos e de outros membros da família, as quais, em muitos casos, sufocam e limitam o tremendo potencial da criança.
Em outras palavras, quando acreditamos nas opiniões das pessoas e na sua avaliação de nossa habilidade, estas idéias e opiniões aprisionam-nos e, eventualmente, tornam-se uma armadilha que impede e limita a maximização do nosso verdadeiro potencial.
Em suma, a história é sempre feita por indivíduos que ousam desafiar e superam o padrão estabelecido. Por que seguir um caminho se você pode fazer uma trilha? É dever de cada um de nós perguntar a nós mesmos as seguintes questões: Temos nos tornado tudo aquilo de que somos capazes? Temos nos expandido ao máximo? Temos feito o melhor que podemos? Temos usado nossos dons, talentos e habilidades até o seu limite?
O potencial que está represado dentro de muitos seres humanos é sufocado, suprimido e perdido para o mundo! Muitas pessoas vivem fazendo o mínimo possível, apenas o suficiente para sobreviver. Elas vivem para andar por aí, não para ir em frente na vida. Elas mantêm o status que, em vez de elevar o padrão na vida, fazem somente o que é pedido e esperado.
“A história é sempre feita por indivíduos que ousam desafiar e superam o padrão estabelecido.”


Que maneira triste e deprimente de se viver! Desafio você a deixar a multidão daqueles que seguem este caminho e juntar-se aos poucos que se comprometeram a alcançar o seu potencial pleno através do esforço para maximizar suas habilidades. Afinal, quem mais pode viver a sua vida senão você? Quem mais pode representar cabalmente você? Alerto você para despertar e compartilhar o seu tesouro com o mundo.

O potencial grita para ser liberado na alma de cada ser humano que entra neste planeta. Cada indivíduo é uma arca de tesouro vivo. Cada pessoa chega como um novo produto de um fabricante, equipado para desempenhar e realizar todas as exigências colocadas nele pelo criador.
Como tenho afirmado em meus textos anteriores, o lugar mais rico neste planeta não são minas de ouro, minas de diamantes, poços de petróleo ou minas de prata, mas o cemitério. Por quê? Porque estão sepultados nos túmulos os sonhos e visões que nunca foram realizados, os livros que nunca foram escritos, as telas que nunca foram pintadas, as canções que nunca foram cantadas e as idéias que morreram como idéias. Que tragédia a riqueza do cemitério!
Gostaria de saber quantas milhares, talvez milhões de pessoas serão mais pobres porque não podem beneficiar-se da tremenda riqueza da medida do seu potencial: os livros que você deixou de escrever, as canções que deixou de compor ou as invenções que continua a adiar. Talvez haja milhões que necessitam do negócio que você ainda vai iniciar. Você deve maximizar a sua vida para o bem do futuro.
“Não há limite no nosso potencial exceto aquele que a pessoa impõe a si mesma.”
Há uma pequena cidade no interior de Minas Gerais que se tornou famosa devido a um escultor que havia perdido as duas mãos por causa da lepra. Ainda jovem e acometido por esta terrível doença, ele costumava sentar-se e observar, durante horas, o pai trabalhando na sua oficina de entalhar madeira. Um dia, o homem decidiu treinar ele mesmo entalhar e esculpir madeira com os pés e as partes dos braços que ainda não havia perdido para a lepra.
O espírito vivaz deste jovem liberou o seu potencial represado e a sua obra mostrou que, represado dentro deste aleijado, estavam um dos maiores artistas do mundo. É com espanto que os turistas que visitam a antiga região do ouro em Minas Gerais, admiram sua obra.
Meus olhos encheram-se de lágrimas à medida que pesquisava a história deste grande escultor mutilado: Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Não pude deixar de pensar nos milhões de pessoas que possuem mãos, braços e pés em perfeita condição de funcionamento, mas fracassam em deixar algo à sua geração.
Este escultor é uma prova e testemunho de que, no fundo de cada um de nós, existe o potencial que pode ser maximizado se desejarmos ir além dos nossos temores, superar os padrões e opiniões da sociedade, saltar as barreiras fabricadas do preconceito e desafiar os que dizem não. Não existe obstáculo exceto aquele de nossas mentes. Não há limite no nosso potencial exceto aquele que a pessoa impõe a si mesma.
É essencial que você enfrente esta questão, porque ela está relacionada à sua realização pessoal e à sua contribuição à humanidade. Não escolha limitar ou conter o seu potencial. Faço um apelo para que você se liberte dos seus temores temporários, acorde e volte de novo para a estrada para ser e tornar-se você mesmo. Você está equipado com tudo que precisa de modo a fazer tudo o que deve ser feito. Contudo, não compete a Deus liberar o seu potencial, mas sim a você. Você determina o grau em que o seu destino é realizado. Você determina a medida do seu próprio sucesso.
Você e todos os outros indivíduos possuem a responsabilidade por este tremendo tesouro escondido dentro de você ser totalmente liberado, tome a decisão de não se satisfazer com nada menos do que a plena realização do seu ideal. A responsabilidade para usar o que Deus armazenou dentro de você é toda Sua. Comece já!

Por  Daniel C. Luz

Brownie Vegan em apenas 1 minuto

Ingredientes:

2 colheres de sopa de óleo
4 colheres de sopa de água
4 colheres de sopa de farinha de trigo
4 colheres de sopa de açúcar cristal
3 colheres de sopa de cacau em pó
Um punhado de amêndoas raladas
Modo de preparo:
Misture numa vasilha os ingredientes líquidos, peneire a farinha e o cacau em pó para não formar pelotinhas, acrescente o açúcar e as amêndoas.

Bata tudo com ajuda de um fue e coloque em uma caneca.

Leve ao microondas por 1 minuto e 20 segundos e espere esfriar.
Você pode incrementar com uvas passas, sorvetes sem lactose e caldas de chocolates.

por Cris Maejima  via @endfim


Obs.: Eu coloquei + ou - umas 8 colheres de água, até a massa ficar macia, só com 4 colheres de água, ficou muito firme e seca. Dependendo do microondas, o tempo é menor, acho que no meu, o ideal seria 1 minuto. 

16 maio 2010

Por que as pessoas não gostam de vegetais?


Quando se fala de uma salada, de um prato principal a base de legumes ou hortaliças ou mesmo uma fruta de sobremesa, geralmente se vê uma cara de asco ou talvez um gesto de indiferença. Por outro lado, se se serve um churrasco, uma pizza, salgadinhos, frios, uma torta holandesa, sorvete ou brigadeiro, os olhos brilham de satisfação. Por que colocamos tanto valor em alimentos tão mortos? Sei que eles são deliciosos, de fato o excesso de gordura, sal e açúcar que eles possuem os tornam irresistíveis. Porém, a riqueza de sabor de um vegetal é tão surpreendente, até pelo fato de não ter sido criado por nós, que parece muito estranho que a humanidade esteja substituindo alimentos que o corpo reconhece por aqueles que só fazem bem ao paladar, mas que destroem o resto do corpo…

Reflita comigo, se assim não fosse, não teríamos obesos, depressivos, diabéticos, cardíacos, entre tantas outras doenças causadas comprovadamente pelos hábitos alimentares na larga escala em que aparecem nas últimas décadas. Segundo uma pesquisa recente que li, as crianças dessa geração nos EUA já viverão menos que seus pais. Vocês já imaginaram isso? Crianças doentes e com má nutrição, simplesmente por causa da cara feia que todos fazem quando descobrem que ao invés do bolinho terá maçã, que a batata-frita virará cozida, que o salgadinho agora é uma porção de cenoura ralada?

Eu sei muito bem como todas essas pessoas se sentem, porque eu vivia a base de refrigerantes, frituras, doces e muito carboidrato. Cebola, alho, credo! Alface não tinha sabor, parecia pasto. Quando me tornei vegetariana, porque tive muita compaixão pelos animais, eu me desesperei, pois achei que não conseguiria viver num cardápio puramente vegetal. Mas ai, olhe que interessante: com o tempo, meu paladar foi mudando. A cada dia que passava sem toda aquela gordura e açúcar, o sabor dos vegetais começou a aparecer e pouco a pouco eu fui experimentando tudo aquilo que antes eu nem queria ter perto.

Qual conclusão a que cheguei? De que as pessoas não gostam de vegetais apenas por hábito. Não tem nada a ver com gosto pessoal. Pura balela. Pode-se gostar mais de rabanete que de almeirão, mas dizer que não se gosta de nada é desconhecer a própria natureza humana. Nosso corpo se movimenta com as vitaminas e minerais que absorve desses alimentos. Uma lasanha não tem nada disso. Além disso, viver numa ideia de sociedade aonde todos nossos nutrientes vêm de cápsulas ou de suplementos, torna o quadro tão triste! Parece que estamos passando por uma guerra nuclear e não existem mais alimentos para plantar.

Pense bem o quanto é lúdico encher o prato de cor: folhas verdes, hortaliças, frutos coloridos, legumes, sementes. Você alia prazer sensorial à confiança de estar colocando saúde dentro do corpo, ao invés de doença.

Por isso, não rejeite os vegetais. Troque hábitos e perceba o quanto seu paladar vai mudando….

12 maio 2010

Panqueca Americana com calda de chocolate

Uma tarde fria e nebulosa, uma mãe com seus filhos com vontade de comer uma coisa gostosa! E sem querer querendo, acertei na receita de panqueca americana sem ou com ovos.

  • Ingredientes

2 xícaras de farinha de trigo
3 colheres de açúcar
1 1/2 xícara de leite ( ou leite de soja)

3 colheres de sopa de margarina
1 colher de sopa de fermento químico
1 ovo (opcional)

  • Modo de preparo

Peneira todos os ingredientes secos em uma vasilha. Em uma jarrinha, derrete a margarina no microondas, em seguida junta o leite e o ovo e mexe tudo até virar quase um creme, coloca essa mistura na vasinha com os secos, mexe rapidamente com um fuê. A massa fica cremosa e não escorre facilmente da colher, se achar que ficou muito firme, acrescente um pouco mais de leite. (eu sempre preciso colocar mais leite)

Aqueça a frigideira untada com óleo.
Coloque um pouco da massa no centro da frigideira.
Quando os furinhos aparecem, vire-a, e frite do outro lado rapidamente. (cuidado nessa fase, queima mto rápido o fundo)
Sirva com calda de chocolate ou calda de glicose (tipo Karo).
  • Calda de Chocolate
1/2 barra de chocolate meio-amargo
1/2 caixinha de creme de soja/ou de leite.
2 colheres de sopa de glicose de milho.

Num refratário, pique o chocolate e misture com o creme de soja e leve ao micro ondas por + ou - 1 minuto. Misture até obter uma consistência homogênea e acrescente a glicose de milho.
Espalhe um colher bem generosa da calda, por cima de cada panqueca.
  • Rendimento - aproximadamente 9 panquecas.
Obs.: Esqueci de tirar fotos antes do ataque, mas tenham certeza, que ficaram tão fofinhas e apetitosas, quanto as da foto. 

Essa receita pode se adaptada aos vegetarianos que não consomem nem ovos ou leite... basta não colocar o ovo e substituir o leite, por leite de soja. 
    By Me

    Gato tenta salvar o outro que foi atropelado... lindo e triste!



    Chorei, chorei e chorei!

    (via Planeta Vegetariano)

    07 maio 2010

    Mãe Terra e Mãe Mulher

    Falar em Mãe é tão complexo quanto o universo,
    Pois, Terra e Mulher se assemelham.
    As duas são férteis e fecundas, Elas geram e reproduzem vidas.
    Guardam a semente em seu ventre para germinar,
    Esperando o seu próprio tempo para brotar.
    Protegem em seus colos para crescer e dormir,
    Amamentam plantas e gente até tornar-se independentes para reproduzir.
    A você Mãe Mulher que lutastes pela conquista da Mãe Terra,
    Tens o perfume das flores, dos campos a beleza e o sabor da Natureza.
    Mãe é carinho, amor, alimento, exemplo e segurança,
    É afeto, paixão, tranquilidade, paz e esperança.
    Seus espaços não são limitados, o que te resta é acreditar,
    Sois, a metade da sociedade, e a mãe de toda a humanidade.
    Fostes tu que descobristes o cultivo agrícola, através da observação,
    E na existência da espécie humana, tens influência em todas as evoluções.
    Mãe da roça e da cidade, trabalhadora explorada chegou a hora de despertar,
    Para romper com a opressão, submissão e preconceito,
    é preciso sua força somar.
    Pois, as mesmas mãos que afagam a terra e acariciam os seus filhos,
    Também são capazes de empunhar o facão para cortar as cercas do latifúndio.
    O mesmo olhar que aprecia atentamente seu filho crescer,
    Sem vacilar faz ronda no acampamento para a repressão não surpreender.
    O peito que esconde um coração dócil, meigo e amigo,
    Também guarda a revolta e a indignação de viver numa sociedade excludente.
    A mesma mulher frágil capaz de chorar junto com seu filho que chora de fome,
    Também ousa em enfrentar o exército e
    empunhar armas em defesa de seus direitos.
    Aquela voz suave e macia que carinhosamente fica ninando o bebê até adormecer,
    Também é capaz de dar o grito de guerra e se põe em prontidão para se libertar.
    A mesma Mãe que carrega o feto em seu útero
    para o nascimento de um novo Ser,
    É o embrião que fermentará os sentimentos dos novos tempos da revolução.


    de Clairton Buffon

    Feliz Dia das Mães a todas as mamães sem frescura! 

    Escolhi essa poesia, porque fala da mãe/mulher forte, guerreira e sobrevivente.

    02 maio 2010

    Dizedora de sim

    Teístas, ateístas, ambos são vítimas.

    A pessoa realmente religiosa não tem nada a ver com A Bíblia ou com o Corão ou com o Bhagavad Gita.

    A pessoa realmente religiosa tem uma profunda comunhão com a existência. Ela pode dizer sim para uma rosa, ela pode dizer sim para as estrelas, ela pode dizer sim para as pessoas, ela pode dizer sim para seu próprio ser, para seus próprios desejos.

    Ela pode dizer sim para o que quer que a vida traga para ela.

    Ela é uma dizedora de sim.
     
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