11 agosto 2010

Os seres humanos me assombram



Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a Própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história. História que, nas palavras dirigidas ao leitor pela ceifadora de almas no início de A menina que roubava livros, "é uma dentre a pequena legião que carrego, cada qual extraordinária por si só. Cada qual uma tentativa - uma tentativa que é um salto gigantesco - de me provar que você e sua existência valem a pena".


Hoje finalmente terminei esse livro, levei mais de um ano para chegar a metade e menos de 5 horas, divididas em 3 dias para ler a outra metade. Confesso que demorei todo esse tempo, porque a história, não prendeu a minha atenção, apesar de bem escrita, detalhada e personagens profundos. Escrita por Markus Zusak e contada pela Morte, tudo acontece em plena  segunda guerra mundial, e no meio de toda  aquela  tragédia, Liesel Meminger encontra coragem e conforto furtando livros, e a Morte fica impressionada com aquela menina tão especial, afinal, ela encheu as pessoas ao seu redor de amor e foi amada na mesma intensidade por todos.

Alguns trechos do livro:
  • Eu não carrego gadanha nem foice. Só uso um manto preto com capuz quando faz frio. E não tenho aquelas feições de caveira que vocês parecem gostar de me atribuir à distância. Quer saber a minha verdadeira aparência? Eu ajudo. Procure um espelho equanto eu continuo. 
  • Vez por outra, eu imaginava como seria tudo acima daquelas nuvens, sabendo sem sombra de dúvida, que o Sol era o louro e a atmosfera interminável era um gigantesco olho azul. 
  • Um ideia bonita. Uma roubava livros. O outro roubava o céu.
  • Ela aguardou a asfixia do sono. 
  • O Silêncio não era quietude e nem calma, e não era paz.
  • E não sou muito boa nessa história de consolar, especialmente quando tenho as mãos frias e a cama é quente. 
  • O sol mistura a terra. Rodando, rodando, ele nos mistura como um ensopado.
  • É que eu estava com tanta raiva e tanto medo, que quis matar as palavras. (...) Adoro esse lugar e o odeio, porque ele é cheio de palavras.
  • Odiei as palavras e as amei, e espero tê-las usado direito.
  • Já vi inúmeras coisas neste mundo. Frequento as piores desgraças e trabalho para os piores vilões.
  • Há uma multidão de histórias que permito que me distraiam enquanto trabalho, assim como as cores. Eu as apanho nos lugares mais azarados, mais improváveis, e me certifico de recordá-las enquanto executo meu trabalho. A menina que roubava livros é uma dessas histórias.
  • E a última nota da narradora - "Os seres humanos me assombram".
E se você ainda não leu, o que está esperando, afinal, quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler.

Agora finalmente posso começar meu livro novo, sem deixar A menina que roubava livros para trás.

2 comentários :

  1. Eu não tenho paciência para ler essas coisas, mas valeu a dica... estou lendo Saramago, é maravilhoso, mas ando devagar com as leituras...
    bjs e boa semana!!!

    ResponderExcluir
  2. Eu não tenho paciência para Saramago e Cia, rsrs.

    Mas valeu a dica!

    Bjoo

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...