06 outubro 2010

Mais um pouco de Osho

Eu conheço apenas uma virtude, que é a consciência.

Se a religiosidade se espalhar por todo o mundo, as religiões desaparecerão. E será uma enorme bênção para a humanidade quando o homem for simplesmente homem.

Em nome de Deus, em nome das igrejas, em nome de ideologias que não têm evidência alguma, as pessoas têm matado umas as outras.

Religiosidade é um caso de amor maior do indivíduo em relação ao cosmos.

Quanto um homem se apaixona pelo cosmos, pelas árvores, pelas montanhas, pelos rios, pelos oceanos, pelas estrelas, ele sabe o que é oração... Ele conhece uma profunda dança em seu coração e uma música que não tem sons. Ele experimenta pela primeira vez o eterno, o imortal, aquilo que sempre permanece em qualquer mudança, que se renova.

Religiosidade é um caso individual; é uma mensagem de amor de você com o cosmos.

(...) essas religiões tem sido parasitas, explorando as pessoas, escravizando-as em forçando-as a acreditar. Todas as crenças são contrárias a inteligência, e forçam as pessoas a orar com palavras que não têm sentido, porque elas não vêm do coração, mas apenas da memória.

Toda essa existência está cheia da virtude de Deus. Se você está cheio de religiosidade, toda a existência se torna simultâneamente cheia de virtude de Deus. Para mim, isso é religião.

As religiões ao redor do mundo têm ajudado a humanidade a esquecer até mesmo o significado da palavra. 

Uma das maiores necessidades da mente humana é ser necessária.

As religiões tem sido a razão pela qual a pobreza continua existindo no mundo; se não fosse assim, não haveria razão para isso, especialmente agora, quando a ciência e a tecnologia podem transformar toda esta Terra num paraíso. As pessoas religiosas não gostariam de que esta Terra fosse transformada num paraíso, porque então o que aconteceria com o paraíso delas?

A religião é o caminho para ir além da mente, porque a mente é fragmentada, dividida, uma multidão, muitos. E, quando  se vai além dela, a consciência torna-se uma, não-dividida, indivisível, individual. Conhecer essa consciência indivisível é conhecer tudo. Nada mais é necessário.

O verdadeiro problema do homem não é Deus, essa pobre pessoa que nunca foi vista depois daqueles seis dias em que criou o mundo. Desde então, ninguém sabe onde ele se encontra - se está doente ou ficou tão cansado de criar o mundo em seis dias que no sétimo dia descansou... isso é permitido. Mas o que aconteceu na segunda-feira seguinte? Desde então, tem estado em férias... e por uma eternidade. O mais provável é que tenha morrido.

Deus e o demônio são apenas hipóteses teológicas. Isso simplesmente mostra a fraqueza dos teólogos de não conseguirem dirigir o mundo sem falsas hipóteses para apoiar seus sistemas. Eles precisavam de Deus para criar o mundo, sem jamais se preocupar com quem criou Deus. Sua ideia fundamental é que, sem alguém para criar, nada pode ser criado.

Por isso eu digo a você: Deus está morto, o demônio está morto. A morte deles é muito necessária para você estar vivo.

O homem é esmagado entre o demônio e Deus, entre o bem  e o mal. Eu quero que o homem não seja esmagado, não seja escravizado, mas que seja um indivíduo por seu próprio direito, livre. E por meio dessa liberdade, por meio dessa consciência, ele deveria agir por ele, e não de acordo com o que Deus quer.

O político está dominando por causa da força física: seus exercícios, seus armamentos, suas armas nucleares. Os religiosos estão dominando espiritualmente. Interiormente, eles ficam dominando-o, dizendo o que é certo ou errado. Você tem que segui-los; caso contrário, começa a se sentir culpado, e a culpa é uma das maiores doenças espirituais. Todas essas religiões criaram para o homem uma situação na qual ele não pode se sentir a vontade, não pode curtir a vida, não pode vivê-la em sua totalidade.

Deixe a humanidade ficar livre de todas essas velhas superstições que têm dominado de modo tão perverso e distorcido a natureza humana tão imensamente.

Eu quero que o homem seja politicamente livre, religiosamente livre, livre em todas as dimensões, para funcionar por intermédio de sua própria voz baixa e serena, por intermédio de sua própria consciência. E este será um mundo lindo, uma verdadeira revolução.

2 comentários :

  1. Osho foi uma leitura muito importante em uma fase da minha vida.. 'o homem que amava as gaivotas' é um livro que vale a pena indicar. Fiquei triste ao procurar saber mais sobre ele e descobrir "o guru dos Rolls Royce" . .

    Abraço'

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  2. Olá! Tudo bem?

    Penso que as religiões só servem para causar a infelicidade às pessoas por ensinamentos que tem por objetivo defender e preservar seus próprios interesses.

    Muito bacana este post

    Abraços

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