20 novembro 2011

E a sacola da criança?


Hoje o almoço que era para ser perfeito, restaurante que eu adoro e comida muito boa, teve o ambiente estragado por uma família que carregava uma música de fundo insuportável, uma menininha berrando e chorando o tempo todo.
Enquanto a menina de aproximadamente 1 ano, não ficava quieta e chorara, como chorava, sem sair uma lágrima, pura birra, ‎o pai bundão não abria a boca e a mãe ficava "para filhinha" "que foi filhinha" e eu morrendo de vontade de levantar da minha mesa, ir a até o balcão, pegar um pirulito que tinha de cortesia, voltar até a mesa dessa família chata e enfiar o dito pirulito na boca da criança.
Todo mundo no restaurante estava incomodado, realmente estava insuportável, e os pais nem para se levantarem e levarem a menina para fora ou dar um jeito dela ficar quieta, tremenda falta de respeito com todos que estavam ali querendo almoçar em paz.
Enquanto meus filhos eram bebês e até a segunda infância, eu nunca saí de casa sem uma sacola com itens necessários, de acordo com que a idade pedia, fralda, mamadeira, suco, brinquedinho, bolacha, roupa extra, depois papel e caneta, entre outros atrativos, conforme foram crescendo. Fico horrorizada quando vou para rua, shopping e vejo mães com bebês no colo e sem uma sacola, o bebê babando, e sem uma fraldinha de boca. Ui, que desespero.
Não lembro dos meus filhos fazendo esse tipo de escândalo em locais públicos, e se tentaram, não tiveram sucesso, afinal, educação começa no berço. Infelizmente nem todas crianças tem pais educadores, preparados para esse tipo de situação, e por isso mesmo se aproveitam, e nesse caso, tudo poderia ser remediado e evitado quando a sacola da criança vai junto, afinal, eles também ficam entediados, assim como nós, quando estamos em locais que não gostamos.
Por isso eu pergunto para aqueles pais do restaurante, e a sacola da criança, aonde estava? Eu não vi, em momento algum apareceu uma chupeta ou mamadeira para acalmá-la, ela só ia piorando a cada instante, fui ao lavabo, e encontrei a mãe com a menininha lá, tentando lavar as mãozinhas dela sem sucesso, cada vez que aproximava a menina da água, a chatinha berrava, aquele choro forçado de birra, ai que agonia, criança não é brinquedo, não aprende as coisas sozinhas, precisa ser orientada, educada e estimulada, caramba!

Fomos embora ao mesmo tempo, e assim que o pai saiu para fora com ela no colo, a menininha abriu um sorriso e ficou toda alegrinha, conversando e gesticulando, enquanto isso, a cena do pirulito não saiu da minha cabeça. (rsrs)


05 novembro 2011

Ser Mulherzinha...


Eu sou feita de carne, osso, curvas, sangue, desejos e vontades, sonhos, amores... de fases e ciclos. Sou o movimento de ser... ser simplesmente eu. 

Sou feita de agua, de ar, fogo e terra, sou a noite e também o dia, amo profundamente mas não provoque o meu o outro lado, que ele existe e é tão poderoso quanto meu amor.

Tenho mil nomes, muitas faces e infinitas possibilidades, quando me vejo em cada mulher, em cada fêmea, em cada quadril, a cada ventre que cria e re-cria sua história todo mês, em rubro e rosa.

Movimento da vida, movimento da morte, o ciclo do renascimento. Giros e rodopios, ondulações, movimentos que trazem o equilibrio traduzindo o Amor em nossos corpos... Verto-me em prazer. Êxtase...

Bolinhas de sabão, brincar na lama, guerra de mamona, ficar apenas largatixando no sol, ser bicho, uivar para a Lua, apurar nosso faro, correr pelos campos, pular nos galhos, gargalhar...

Aspirar a plenitude. Sou criança, sou jovem, sou velha, mãe, guerreira, filha, cozinheira, neta, dançarina. 
Sou a espada e a flor. A borboleta das metamorfoses, do ballet das mudanças... Sou Completa, inteira...

Danço para criar... crio o meu mundo, curo minhas dores, meus sonhos, meus amores. Nesta dança sou aprendiz e sou a mestra...

Sou Mulher, 
Sou a Loba, 
Sou a Bruxa, 
Sou a Fada, 
Sou tudo tudo, e também posso ser nada...
Me desfaço no som, e me recrio a cada passo, 
Sou Inteira, 
Sou Rubra, 
Sou Rosa, 
Sou a Deusa, 
Sou eu mesma, do meu jeito, dos meus feitos, dentro e fora do meu peito. 
Sou Sagrada. 
Sou Mulher.

(Ser Mulher - por Jad le Morgain)

04 novembro 2011

O incerto


Nem lá, nem cá... 
estou assim ultimamente, 
sem rumo, 
e aprendendo apreciar o incerto.

(by me)
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